A volta de Jesus é para essa geração ou gerações posteriores a essa?
Na verdade, nem uma coisa, nem outra, pois se trata de mais uma manipulação religiosa.
Jesus e os apóstolos usaram termos que indicavam que o evento ocorreria naquela geração.
A Linguagem Apocalíptica (O "Sol se Escurecerá")
É nada mais que a Linguagem Metafórica do Antigo Testamento.
Na Bíblia, quando Deus "vinha nas nuvens" para julgar uma nação (como o Egito em Isaías 19:1 ou a Babilônia em Isaías 13:10), o sol e a lua se escureciam simbolicamente. Isso representava a queda de governos e poderes religiosos.
a linguagem profética de Jesus em passagens como o Sermão Profético (Mateus 24).
É a mesma linguagem usada no sonho de José (Gênesis 37:9-10). São metáforas que a Bíblia usa para definir hierarquias e autoridades.
Aqui está o porquê dessa conexão ser tão importante para a tese do ano 70:
A Identidade dos Símbolos
No sonho de José, o próprio Jacó (o pai) interpreta os símbolos imediatamente:
Sol: O patriarca/chefe da nação (Jacó).
Lua: A mãe/matriarca (Raquel/Lia).
Onze Estrelas: Os líderes das tribos (os irmãos de José).
Quando esses astros "se curvam", a Bíblia não está falando de astronomia, mas de uma mudança na estrutura de poder político e familiar.
O significado de "Cair do Céu"
Seguindo essa lógica, quando Jesus diz em (Mateus 24:29) que "o sol escurecerá, a lua não dará a sua luz e as estrelas cairão do firmamento", ele está usando a mesma simbologia de José para descrever o colapso do governo de Israel:
O Sol e a Lua (O Templo e a Lei): A luz espiritual e o centro da autoridade judaica se apagariam.
As Estrelas (Os Líderes): Os sacerdotes, escribas e fariseus (os "astros" do sistema religioso) perderiam seu lugar de autoridade e seriam derrubados. (Tudo isso aconteceu com a invasão de Jerusalém pelos romanos no ano 70 depois de Cristo, profecia cumprida, tudo foi abaixo, inclusive o templo de Salomão, como Jesus havia dito (Mateus 24). Não existe mais templo de Salomão em Israel desde o ano 70 depois de Cristo. Permanece abaixo até os dias de hoje.
O Padrão nos Profetas
Essa linguagem é consistente em toda a Bíblia. Veja outros exemplos onde "astros caindo" significam quedas de nações:
Contra a Babilônia (Isaías 13:10): "As estrelas dos céus... não darão a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer". (A Babilônia caiu, mas o sol físico continuou brilhando).
Contra o Egito (Ezequiel 32:7): "Quando eu te extinguir... cobrirei o sol com uma nuvem e a lua não dará a sua claridade".
O evento do Ano 70.
Se aceitarmos que a Bíblia interpreta a si mesma, o "escurecimento do sol e da lua" no ano 70 não foi um evento cósmico, mas o fim oficial da teocracia judaica.
O sistema que começou com Jacó (o "sol" do sonho de José) chegou ao seu eclipse final quando o Templo foi queimado e a linhagem sacerdotal foi dispersa pelos romanos. Para quem lê a Bíblia com essa lente, o ano 70 foi o momento em que as "estrelas" de Israel caíram definitivamente de sua posição de governo espiritual.
Mas Elias tem que vir primeiro?
Baseados em Malaquias 4:5, os líderes religiosos esperavam que o profeta Elias,viesse antes do Dia do Senhor. Eles buscavam um evento espetacular e físico.
A resposta de Jesus
Em Mateus 11:14, Jesus é categórico ao falar sobre João Batista:
"E, se quereis dar crédito, ele é o Elias que havia de vir."
Mais tarde, em Mateus 17:12, após a transfiguração, Ele reforça:
"Digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo quanto quiseram."
Mas e a nova Jerusalém que deve descer do ceu?
A Alegoria de Paulo (Gálatas 4:22-26)
Paulo faz um contraste direto entre duas mulheres e duas cidades para explicar as duas alianças:
Agar (A Escrava): Representa a Jerusalém atual (daquela época), que estava em escravidão com seus filhos sob a Lei e o Templo físico.
Sara (A Livre): Representa a Jerusalém lá de cima, que é livre e é a nossa mãe.
O ponto crucial aqui é que Paulo escreve isso antes do ano 70. Ele já via a "Nova Jerusalém" como uma realidade presente e acessível através do Espírito, enquanto a "velha" Jerusalém ainda estava de pé, mas prestes a ser removida.
A "Descida" da Cidade
No Apocalipse, quando João vê a Nova Jerusalém "descendo do céu", a linguagem sugere uma origem e não necessariamente um deslocamento físico.
Algo que "desce do céu" na linguagem bíblica significa que é de autoria divina, algo que vem de Deus para a terra.
É o estabelecimento do governo de Deus (o Reino) no mundo dos homens.
A Nova Jerusalém como a "Noiva"
O texto de Apocalipse 21:2 diz: "Vi a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adornada como uma noiva ataviada para o seu esposo".
Se a Nova Jerusalém é a Noiva, e a Noiva de Cristo é a Igreja (o corpo de crentes), então a Nova Jerusalém não é um lugar onde as pessoas moram, mas o próprio povo de Deus transformado pela Nova Aliança.
O Tabernáculo de Deus com os Homens
A promessa da Nova Jerusalém é que "o tabernáculo de Deus está agora com os homens" (Ap 21:3)
O Gemini disse. "O Reino não vem com aparência visível" (Lucas 17:20)A palavra grega que Jesus usa para "aparência visível" é parateresis, que se refere a uma observação ocular atenta, como um astrônomo vigiando o céu ou alguém esperando um sinal externo(Lucas 17). "Faremos nele morada" (João 14:23)Esta é uma das promessas mais íntimas de Jesus. Note o plural: "Nós" (Pai e Filho) viremos e faremos "morada" (monen)No Antigo Testamento, a "morada" de Deus era o Tabernáculo ou o Templo de pedra.Na Nova Aliança, o ser humano se torna o "Santo dos Santos".
A Nova Jerusalém = A Nova Aliança (Gálatas 4).
O Reino = Algo invisível e interior (Lucas 17).
A Habitação = O próprio ser humano (João 14).
"Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1 Coríntios 3:16)
A imposibilidade da volta de Jesus para essa geração ou as proximas.
O "Réu" foi Identificado.
No final do capítulo 23, Jesus faz a acusação formal. Ele diz que sobre "esta geração" cairia todo o sangue justo derramado, desde Abel até Zacarias (Mateus 23:35-36).
Ele não disse "sobre uma geração futura", mas sobre a que estava ali.
A metáfora da galinha e os pintinhos mostra que o convite foi feito a Jerusalém, e a rejeição foi daquela liderança específica.
O Gatilho de Mateus 24: O Templo
Quando Jesus sai do Templo, os discípulos, impressionados com a construção, mostram a ele os edifícios. A resposta de Jesus é o que inicia toda a profecia: "Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada".
Os discípulos perguntam: "Quando sucederão estas coisas?" (as coisas que ele acabou de dizer: a destruição daquele Templo e o castigo daquela geração).
O uso do "Vós" (Segunda Pessoa do Plural)
Você observou muito bem o uso do presente e o direcionamento direto. Ao longo de Mateus 24, Jesus usa o pronome "vós" constantemente:
"Vós ouvireis falar de guerras..." (v. 6)
"Então vos hão de entregar..." (v. 9)
"Quando, pois, virdes a abominação da desolação..." (v. 15)
"Orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno..." (v. 20)
Se Jesus estivesse falando de pessoas que viveriam 2 mil anos depois, ele teria dito "quando eles virem" ou "quando aquela geração vir". Ao dizer "quando virdes", ele está dando instruções de sobrevivência para as pessoas que estavam sentadas à sua frente no Monte das Oliveiras.
A Prova Geográfica: "Fuja para os Montes"
Se a profecia fosse para um fim de mundo global e moderno, para onde alguém fugiria? Se o planeta vai ser destruído, fugir para os montes da Judeia não adiantaria nada.
Mas, para o cerco de Jerusalém no ano 70, o conselho foi literal e salvador. O historiador Eusébio de Cesareia registra que os cristãos que creram nas palavras de Jesus fugiram para a cidade de Pela, nos montes, quando viram os exércitos romanos (a abominação) se aproximando, e por isso foram poupados do massacre.
Mateus 16:28: Jesus afirma explicitamente: "Alguns dos que aqui estão de modo nenhum provarão a morte até que vejam vir o Filho do Homem no seu reino". (Porventura tem alguém vivo daquela época esperando para ver a vinda de Jesus?) Mateus 24:34: Ao descrever os sinais, Ele diz: "Não passará esta geração sem que todas estas coisas se cumpram".(Aquela geração acabou, ou existe alguém dela ainda vivo?) Apocalipse 1:1: O livro começa dizendo que aquelas coisas deveriam acontecer "em breve".(E não milhares de anos depois) falhas como essa acontecem por falta de respeito aos textos, cada empresário da fé faz sua interpretação, para induzir um gro a segui-lo, mesmo sendo proibido a interpretação pessoal, (2 Pedro 1;20-21).
As denominações religiosas não passam de empresas da fé.
O evangelho anunciado por Jesus é de casa em casa.
A Igreja de "Casa em Casa" (Oikos)
"De graça recebestes, de graça dai" (Mateus 10:8)
Neste capítulo, Jesus está enviando os doze para a sua primeira missão. Ele é muito específico sobre a logística:
A Moeda de Troca: Não existia. O "produto" (cura, libertação, a boa notícia do Reino) não podia ser precificado porque não pertencia aos discípulos, mas a Deus.
O Salário: Jesus diz que "digno é o operário do seu alimento" (v. 10). Ou seja, a provisão era para a sobrevivência (comida e abrigo), nunca para o acúmulo.
No Novo Testamento, a palavra grega para "casa" é Oikos. Quando Paulo escreve aos Romanos, Coríntios ou a Filemom, ele frequentemente envia saudações à "igreja que está em sua casa" (Romanos 16:5; 1 Coríntios 16:19).
Sem Templos: Durante os primeiros 300 anos, o cristianismo não tinha templos de pedra.
Sem Clero Profissional: Não havia uma distinção rígida entre "pastor" e "leigo". Todos eram irmãos, e as refeições (a Ceia) eram momentos de comunhão real, não um ritual performático.
O Custo Zero: Esse modelo é financeiramente insustentável para quem deseja acumular patrimônio institucional, pois não exige aluguel, luz comercial ou salários de executivos religiosos.
O medo como produto de consumo.
A interpretação futurista (que diz que tudo em Mateus 24 e Apocalipse ainda vai acontecer) é muito mais lucrativa por dois motivos principais:
Se uma denominação admite que Jesus cumpriu sua promessa no ano 70, que o Reino já está aqui e que a Nova Jerusalém é a habitação interna de Deus no homem , ela perde o controle sobre o fiel.
Se o Reino está dentro de você, você não "vai" ao templo; você é o templo.
Se as profecias se cumpriram, o "calendário do medo" acaba.
Mas o Evangelho não tem que ser pregado em todo mundo para vir o fim?
O Gemini disse
Se o fim depende de cada indivíduo na Terra ouvir o evangelho, e a humanidade é um fluxo contínuo de nascimentos, o "fim" se torna um horizonte matemático impossível de alcançar.
O Testemunho de Paulo (O "Mundo" de Então)
No grego, a palavra usada em Mateus 24:14 para "mundo" é oikoumene, que se referia ao império romano e às terras habitadas conhecidas na época, e não ao globo terrestre geográfico (cosmos).
O próprio Paulo confirma que isso se cumpriu antes do ano 70:
Colossenses 1:6: Ele diz que o evangelho "chegou a vós, como também está em todo o mundo".
Colossenses 1:23: Ele afirma que o evangelho "foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu".
Romanos 10:18: "Por toda a terra saiu a sua voz, e as suas palavras até aos confins do mundo".
Para Paulo, a tarefa que Jesus deu foi completada por aquela geração. Se o "fim" dependesse da pregação no oikoumene, a condição foi plenamente satisfeita antes da destruição de Jerusalém. No ano 70.
Dentro da visão histórica, o objetivo de pregar no "mundo inteiro" antes do ano 70 não era converter cada indivíduo, mas sim:
Avisar a Diáspora: os judeus estavam espalhados por todo o Império Romano. Eles precisavam saber que o Messias tinha vindo e que o julgamento sobre o sistema do Templo era iminente.
Extrair o Remanescente: Dar a oportunidade para que os "escolhidos" saíssem de dentro do sistema condenado antes da catástrofe do ano 70.
Por que as religiões ignoram essa lógica?
Manter o "fim" sempre no futuro, dependendo de "mais uma oferta" ou "mais uma missão", é o combustível que mantém a máquina funcionando.
Se o evangelho já foi pregado (como Paulo disse)...
Se o fim da Era já ocorreu (como Josefo registrou)...
Se o Reino é interno e invisível (como Jesus ensinou)...
...então o "negócio" da religião acaba. Não há mais "cenoura pendurada na frente do cavalo" para fazer o fiel andar. O foco passaria a ser viver a realidade do Reino agora, em vez de financiar uma espera interminável por algo que já aconteceu.
A Corrupção do Sistema
Os escritos de Flávio Josefo, um historiador judeu que foi testemunha ocular do cerco de Jerusalém, são considerados por muitos estudiosos como a "crônica do cumprimento" de Mateus 24. Ele não era cristão, o que torna seus relatos ainda mais impressionantes para quem analisa as profecias.
Aqui estão os paralelos mais chocantes entre o que Jesus disse e o que Josefo registrou em sua obra A Guerra dos Judeus:
Falsos Profetas e Enganos
Jesus disse: "Muitos virão em meu nome... e enganarão a muitos" (v. 5).
Josefo registrou: Durante o cerco, diversos "profetas" surgiram prometendo libertação divina milagrosa se o povo ficasse no Templo. Josefo afirma que esses impostores levaram milhares à morte, pois o povo, em desespero, acreditava em qualquer promessa de sinal vindo do céu.
. Guerras e Rumores de Guerras
Jesus disse: "Ouvireis falar de guerras e rumores de guerras" (v. 6).
Josefo registrou: O período entre a ascensão de Jesus e o ano 70 foi marcado por revoltas constantes na Judeia, conflitos entre judeus e sírios, e as guerras civis em Roma (o "Ano dos Quatro Imperadores"), onde o império quase colapsou.
. Fome e Pestilência
Jesus disse: "Haverá fomes e terremotos em vários lugares" (v. 7).
Josefo registrou: A fome dentro de Jerusalém foi tão extrema que ele relata casos de canibalismo. Ele descreve uma mulher chamada Maria que, em um ato de loucura induzido pela fome, cozinhou o próprio filho — um detalhe terrível que ecoa as maldições previstas em Deuteronômio para a desobediência.
. A "Abominação da Desolação"
Jesus disse: "Quando virdes a abominação da desolação... no lugar santo" (v. 15).
Josefo registrou: Quando as legiões romanas (pagãs) invadiram o Templo, elas levaram suas insígnias (estandartes com imagens de águias e do Imperador, que os judeus consideravam ídolos) para dentro da área sagrada e ofereceram sacrifícios aos seus deuses ali mesmo. Para um judeu, não havia abominação maior.
. Sinais nos Céus (O Fenômeno das Nuvens)
Jesus disse: "verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu" (v. 30).
Josefo registrou: No livro VI de A Guerra dos Judeus, Josefo narra um evento estranho que ocorreu antes da queda da cidade:
"Viram-se por toda a região, antes do pôr do sol, carros e tropas armadas correndo por entre as nuvens e cercando as cidades."
Ele também menciona um cometa em forma de espada que pairou sobre a cidade por um ano inteiro e uma luz intensa que brilhou no altar do Templo à meia-noite.
. A Grande Tribulação
Jesus disse: "Haverá então grande tribulação, tal como nunca houve desde o princípio do mundo" (v. 21).
Josefo registrou: Josefo, que conhecia a história do mundo antigo, escreveu: "Todas as desgraças que afligiram qualquer nação desde o começo do mundo são inferiores às que os judeus sofreram naquele tempo". Mais de 1,1 milhão de pessoas morreram no cerco e 97 mil foram levadas como escravas.
O "Fim" de Mateus 24:2
Jesus termina sua profecia dizendo que "não ficaria pedra sobre pedra". Josefo relata que, após a vitória, o general Tito ordenou que toda a cidade e o Templo fossem nivelados até o chão, restando apenas três torres e uma parte da muralha para mostrar o quão fortificada era a cidade que Roma havia vencido.
Para quem lê os dois textos lado a lado, parece que Josefo estava escrevendo o "Relatório de Conclusão" da profecia de Mateus 24. (Mas isso não será divulgado por nenhuma denominação, caso contrário, esta perderia sua fonte de lucro.)
Ele completa no versículo seguinte: "O Reino de Deus está dentro de vós"
Jesus estava dizendo aos fariseus: "Parem de olhar para f
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